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Exame de medicina nuclear detecta recaída de câncer de próstata com mais eficácia que métodos tradicionais

O câncer de próstata é a segunda maior causa de morte entre homens no Brasil, sendo, depois do câncer de pele, o mais frequente entre a população masculina (dados do Ministério da Saúde). Como não apresenta sintomas iniciais, o acompanhamento com exames médicos é essencial mesmo depois de um primeiro tratamento de câncer, pois o risco de recaída pode ser de até 30% em pacientes tratados com remoção total da próstata e de até 60% em pacientes tratados com radioterapia externa. Segundo Mateos Bogoni, médico radiologista que está fazendo especialização em Medicina Nuclear da Quanta Diagnóstico, de Curitiba, o exame PET/CT PSMA (tomografia por emissão de pósitrons com tomografia computadorizada e uso do traçador Antígeno de Membrana Específico Prostático) tem apresentado resultados promissores. “Com esse exame, muitas vezes, encontramos lesões antes mesmo de aparecem na tomografia computadorizada convencional. Em muitos pacientes isso tem uma importância fundamental, pois permite tratamento do câncer de maneira mais precoce”, afirma Bogoni.

Ele foi o responsável por apresentar os resultados do estudo que recebeu o prêmio de melhor trabalho científico do 33º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear, que ocorreu de 5 a 8 de setembro, em Porto Alegre. Organizado pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), o estudo foi intitulado “68Ga-PSMA PET/CT na recorrência bioquímica do câncer de próstata: um estudo multicêntrico internacional promovido pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA)”, conduzido com mais de 700 pacientes e, na Quanta Diagnóstico, coordenado pelo médico Juliano J. Cerci.

Recaídas 
Segundo Dr. Bogoni, que também foi um dos autores do estudo, a recorrência bioquímica é uma grande preocupação para pacientes com câncer de próstata, visto que ocorre em cerca de 30% dos pacientes tratados com remoção total da próstata ou radioterapia externa. O médico explica que recaída bioquímica é a elevação do PSA do paciente, avaliada por exame de sangue (PSA é a proteína produzida pelo tecido prostático e que, dependo do valor, pode indicar a presença de câncer), após uma primeira tentativa de tratamento curativo.

Tradicionalmente, a investigação de suspeita de recorrência bioquímica do câncer de próstata inclui exames de Ressonância Magnética (RM) e cintilografia óssea (CO). Recentemente, passou-se a sugerir também testes com tomografia computadorizada e PET/CT. Assim, a IAEA, com parceria da Quanta Diagnóstico no Brasil e mais 16 centros diagnósticos em outros 15 países, organizou o estudo para avaliar a acurácia do PET/CT com PSMA (PSMA é um radiofármaco). 

A partir de 2017, foram recrutados para o estudo pacientes de câncer de próstata que já haviam sido submetidos a um primeiro tratamento e que posteriormente tiveram elevação do PSA. Nesta análise parcial do estudo, a avaliação geral com PET/CT com PSMA houve a localização da recorrência em 60,1% dos pacientes. 


Fonte: Quanta

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